segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dicas úteis e simples III

Esta é a grande dica do momento! Vai mudar totalmente sua vida e a relação que você tem com sua mãe! Como dobrar uma camiseta em segundos!

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Dicas úteis e simples II

Aí vai mais uma dica! Esta é de extrema importância! Como retirar uma rolha de dentro da garrafa vazia sem quebrar a garrafa!

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Dicas úteis e simples I

Aí vai uma super dica para facilitar nossa vida e nos fazer melhores seres humanos! Atenção: como descascar um ovo cozido!


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Jazz na rádio E-Paraná é com o Maurício Cruz

Todas as 2., 4. e 6. feiras, sempre às 22h, na E-Paraná FM o melhor do jazz com o amigo, e chefe, Maurício Cruz (aqui é ele no Facebook).
O cara conhece tu-do de jazz. Ele é uma enciclopédia ambulante. Sabe todas as curiosidades, quem gravou com quem, como começou a carreira do beltrano, e por aí vai.
A E-Paraná fica no dial 97,1 FM.
Então, a partir de agora sintonize um bom jazz, numa boa rádio, com um cara que é chapa!

Lemon School é um sucesso e boa pacas! Você conhece?

A Lemon School é uma escola que aposta "na construção do conhecimento a partir de pessoas inteligentes e criativas, que formam seu conhecimento aliando prática e leitura".
Tem sempre uns curso, umas oficinas, umas aulas!
Vale muito a pena conhecer. Vai que é exatamente o que você procura para melhorar seu currículo e sua vida?

Stevie Wonder no Rock In Rio. Bora?

Pois é, meu povo! Anunciado no sábado a vinda do Stevie Wonder para o Rock In Rio deste ano, em outubro. Tem mais: Jamiroquai, Joss Stone e Janelle Monáe! Esse é o meu dia!

Para saber mais você pode acessar o site do Rock In Rio 2011!

Agora, é correr pro abraço! Melhor: pro ingresso!

sábado, 6 de novembro de 2010

Corrente Cultural e Virada Cultural começam hoje!



A partir do meio dia de hoje começa a Corrente Cultural (veja a programação completa) promovida pela Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, com centenas de atrações gratuitas até dia 14 de novembro. Porém, durante as primeiras 24 horas ininterruptas a Virada Cultural (veja a programação completa) tomará conta da cidade espalhada em diversos palcos e espaços culturais.

Paulinho da Viola com Orquestra À Base de Corda, Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica do Paraná, Sandra de Sá, Pato Fu, Arrigo Barnabé e Orquestra À Base de Sopro, Vocal Brasileirão, Copacabana Club, Mart'Nália, Rogéria Holtz, Bigtime Orquestra, Erasmos Carlos e muito mais estarão esperando pela sua presença neste final de semana de pura diversão, cultura e entretenimento!

Escolha o que você mais gosta e aproveite essa nova virada na sua vida!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Projeto Filhos da Música, no Paiol

Esse é um show daqueles que vale a pena ver não apenas porque os músicos são bons. Mas pelo o que eles representam. Marcel Powell, Fabio Pascoal e Marcelo Mariano são filhos de Baden Powell, Hermeto Pascoal e Cesar Camargo Mariano, respectivamente.

Ou seja, a história da genialidade da música no DNA de cada um deles. Imperdível!

Por que voto em José Serra, por Bruno Covas


O Brasil é hoje um país em franco crescimento. O Brasil tem possibilidades reais de trilhar seu futuro. O desemprego é um dos mais baixos da história recente. O salário mínimo recuperou seu poder de compra. Milhões de brasileiros deixaram a chamada linha da pobreza.
                                                                                           
Ao contrário de vários países, o Brasil resistiu e passou quase ou sem nenhum arranhão pela crise financeira internacional recente que arrasou várias economias pelo mundo afora. Mas tudo isso tem uma razão: NÃO SE DEVE, BASICAMENTE, AO GOVERNO LULA. E MENOS AINDA AO PT. O responsável pela inserção do Brasil no mundo globalizado, com economia sanada, condições reais de crescimento e desenvolvimento se chama Fernando Henrique Cardoso. E o PSDB. Fernando Henrique que com o PSDB, em 1994, ao criar e implantar o Plano Real - que o PT votou contra -, saneou a economia brasileira. Quebrou a hiperinflação. Colocou o Brasil nos trilhos.
                                                                                           
E foi precisamente nesse momento que começou a inclusão social da maioria da população brasileira menos privilegiada. Foi aí, com o PSDB, que foi criada a Rede de Proteção Social que desenvolveu cinco programas sociais: o bolsa-escola, o bolsa-alimentação (iniciativa de Serra quando ministro da Saúde), o vale-gás, o programa de erradicação do trabalho infantil e o programa para jovens em situação de risco. Mais de 4 milhões de famílias foram beneficiadas.
                                                                                           
Lula pegou esses cinco programas sociais e os juntou num só, “inventando” o Bolsa Família, sem pagar direitos autorais. Lula recebeu uma herança bendita de Fernando Henrique, da qual se apossou, sem cerimônia. Lula faz bonito com chapéu alheio.
                                                                                           
Foi na admistração de FHC que o investimento privado em educação superior (faculdades e pós-graduação) cresceu significativamente em especial pela criação de linhas de crédito para Instituições de Ensino. Houve um salto nos índices de brasileiros cursando nível superior e ensino médio.
                                                                                           
Lula e o PT se opuseram à Lei de Responsabilidade Fiscal, que acabou com a gastança de prefeitos e governadores. Mas, na administração Lula, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci tratou de anunciar que respeitaria essa lei.
                                                                                           
José Serra tem 40 anos de história. Foi presidente da UNE, quando ela era, ainda, a União Nacional dos Estudantes e não um covil de pelegos. Exilou-se no Chile, em 1964. Foi secretário do Planejamento do governador Franco Montoro e coordenou a organização do plano de governo de Tancredo Neves. Lula e o PT dizem que lutaram pela redemocratização. Eles mentem, de novo, pois ficaram contra a eleição de Tancredo Neves pelo Congresso.
                                                                                           
Como deputado, Serra tirou do papel o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Ministro da Saúde, Serra criou os genéricos. Anunciou que as patentes de remédios não poderiam prevalecer sobre a saúde e conquistou o apoio da Organização Mundial da Saúde. Desde então, as patentes dos medicamentos podem ser quebradas em caso de risco de pandemias ou emergências. Serra multiplicou por 9 as equipes do Programa de Saúde da Família. Criou também os mutirões de saúde. E promoveu campanhas de vacinação para os idosos.
                                                                                           
Como governador, José Serra, além da responsabilidade orçamentária e do equilíbrio das finanças, se destacou pela prioridade dada ao meio ambiente, ao salto de qualidade na saúde, à expansão da educação profissional, ao investimento inédito na cultura e ao ambicioso plano de melhoria de transportes. José Serra tem bagagem: foi estudante de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e PhD em economia. Suas propostas, mais consistentes e pautadas pela experiência, são melhores para o Brasil do que as de Dilma Rousseff, especialmente em relação à economia, política internacional,
saúde, e do uso racional dos recursos naturais preservando o meio ambiente.
                                                                                           
Nos dias finais em que se desenrola a batalha do 2º turno das Eleições Presidenciais, a discussão da agenda de ajustes necessários e urgentes na condução da política econômica brasileira foi deslocada no debate por inúmeras outras questões. A política econômica deveria estar no centro dos debates.O ciclo político eleitoral (gastos de campanha e execução de gastos orçamentários concentrada no segundo semestre) e a verdadeira explosão do crédito ao setor público e ao setor privado em andamento estão relançando a economia no final do terceiro trimestre e neste quarto trimestre de 2010. O sintoma mais
evidente da aceleração da demanda doméstica está na elevação da inflação, que se iniciou pelo canal dos preços ao consumidor (para o patamar de 5,5% a 6,0% acumulado em 12 meses), seguida pelo aumento dos preços de atacado (IGPs e especialmente os preços industriais), que devem fechar 2010 na casa de 9,0% a 10,0% a.a.
                                                                                           
O que tem de ser feito? Uma política econômica consistente, responsável, que preserve a estabilidade inflacionária. E para isso será, indiscutivelmente, necessário um ajuste fiscal do tipo “freio de arrumação” logo no início do novo governo. José Serra sabe e está preparado para isso. Importante também ressaltar que acredito no respeito de José Serra pelas instituições democráticas e pelas liberdades individuais, inclusive da imprensa – elemento fundamental para a manutenção e consolidação da democracia.
                                                                                           
Por último, por entender claramente que a manutenção da maioria das políticas do governo de Fernando Henrique Cardoso durante o governo Lula permitiu a melhoria das condições econômicas e sociais do país na última década, e que a continuidade e o aprofundamento necessário e responsável dessas políticas ficará garantida com a eleição de José Serra, voto em José Serra. Voto PSDB.

domingo, 24 de outubro de 2010

"Quem não corre, voa", de Yara Sarmento

Este texto é da atriz e produtora Yara Sarmento. Vale a leitura deste texto preciso e lúcido sobre este 2. turno entre Serra e Dilma.



Isidoro Diniz, meu amigo do coração, diz: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Pegando a deixa: erro, equívoco é uma coisa, calhordice é outra coisa.
Entre os políticos - há honrosas exceções – “quem menos corre voa”, atrás do que ambicionam pra si, sua família e aos de seu grupo. Tudo gira em torno do aparelho digestivo dessas ariranhas. A “carne” que desejam é o dinheiro público; o dinheiro fruto do nosso trabalho; o dinheiro que damos ao governo, por meio dos impostos que pagamos.
Fui eleitora e fiz campanha pra candidatos do Partido dos Trabalhadores - PT. Quando os petistas chegaram ao poder, jogaram no lixo o programa do partido; vinte e tantos anos de discurso, enfim, sua história. “Causa-me espécie” - como dizia minha amiga querida Luciana Cherobim - constatar que pessoas de boa reputação, continuem no partido. Que pessoas lúcidas, continuem votando em petistas, continuem  convivendo e engolindo “tudo o que está aí.”

Temos que reconhecer que o governo Lula realizou muitas e louváveis ações e obras em nosso benefício, particularmente, em favor dos pobres, da população de baixa renda. Penso que, certamente, teria feito muitíssimo mais, teria atingindo maior número de brasileiros, se não tivesse permitido a deslavada corrupção que marca sua passagem pela Presidência do país; senão ignorasse as inúmeras denúncias e tivesse punido, exemplarmente, os culpados pelas sacanagens ocorridas; pelos assaltos ao dinheiro público.

O presidente Lula, teria dado maior dignidade ao seu governo, se não tivesse querido “tapar o sol com peneira”. Exemplo, o vergonhoso episódio dos “aloprados”, ou seja, petistas fabricando dossiê contra José Serra. O eterno não saber sobre o que ocorre à sua volta.

Um antigo ditado popular, ilustra com clareza essa “alienação”: “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”. Por exemplo, “raiva” dos veículos de comunicação que investigam os fatos, se documentam e - cumprindo seu papel - informam, denunciam os corruptores e corruptos; os abusos do poder; as tentativas de soterrar o regime democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva “infla e flutua”, com a fantástica aprovação que seu governo recebe do povo. “Infla e flutua”, com os aplausos que recebeu nos países que visitou.
Felizmente entre nós, os brasileiros, ainda vivem pessoas com noção do que seja ética; com consciência política; com olhos pra ler e ver; com ouvidos pra escutar; brasileiros que não aprovam as “maracutaias” deste mandato petista e, reagem.

Como - pobre Brasil! - somos atontados, engolimos como água os absurdos que Lula diz e faz, no seu trono de deus olímpico.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, petista, abraçou e bajulou ditadores desprezíveis: Fidel e Raul Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Mahmoud Ahmadinejad. Lula e o PT demonstraram simpatia pelas FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, grupo sobejamente conhecido como traficante de cocaína e terrorista.

“Nunca antes na história deste país”, se viu tanta ganância, tanta falta de respeito pelo povo, tanto engodo.
Dá-lhe teta pública pra tanto “caboco mamadô”!!!



Lembremos que a estabilidade econômica que ora vivemos; o controle da inflação, teve início no governo Itamar Franco com o Plano Real, sendo Fernando Henrique Cardoso - FHC, o ministro da Fazenda. Lembremos que o controle da inflação que ora beneficia o povo brasileiro foi consolidado, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, FHC implantou, vários programas sociais importantes: alimentação para os pobres, saúde, educação e outros.

O presidente Lula, felizmente, manteve e fortaleceu tal política econômica e tais ações sociais.
Tenhamos claro, que não foi Lula nem os petistas que descobriram o Brasil em 2003. Nosso país passou e passa por altos e baixos desde 1500, quando chegaram aqui os portugueses.

Dilma Rousseff, candidata de Lula à presidente da República, tem um belo currículo, entretanto, sua vida pública não é assim tão bela.
Segundo notícias amplamente divulgadas na imprensa nacional, seu currículo foi manchado quando nele incluiu, inverdade. Seguindo a escola petista, Dilma, flagrada na mentira, apresentou explicações que só convenceram aos atontados.

Dilma Rousseff, quando ministra de Minas e Energia; quando ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, silenciou sobre os escândalos, os assaltos ao dinheiro público que aconteceram no governo do qual fazia parte, há meses atrás. Dilma participou do governo petista, poderosa, com direito à voz e voto.

Marina Silva, retirou-se do Governo Lula (e depois do PT) – segundo notícias amplamente divulgadas na imprensa nacional – porque quando ministra do Meio Ambiente, viu-se impedida pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de realizar seu importantíssimo trabalho, da maneira que acreditava e acredita, tinha e tem que ser feito.

Lembremos, também, que Dilma envolveu-se no inaceitável “episódio Lina” em 2009. Segundo notícias amplamente divulgadas, Dilma pretendeu dar ordens, à época diretora da Receita Federal, no sentido de que o governo Lula pudesse prestar favores ao senador José Sarney e sua família.

Lembremos, que Dilma deu emprego e total cobertura à uma “companheira”. Segundo as notícias a “amiga” assaltou os cofres públicos no ministério de Minas e Energia no valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais). É mole ou queremos mais???

Ainda, Valter Cardeal, amigo de mais de vinte anos da ex-ministra, diretor da Eletrobrás, juntamente com seu irmão Edgar estão sob os holofotes da mídia, em razão de graves suspeitas de assalto aos sofrido dinheiro do contribuinte. Dilma, seguindo a escola do PT, defende a “inocência” dos “espertos”.

Lembremos do escândalo super recente, protagonizado por Erenice Guerra, filhos, marido, parentes, amigos, na Casa Civil da Presidência da República. Sabemos que Erenice foi assessora diretíssima de Dilma, bem como indicada por ela, para ocupar o cargo de ministra-chefe, quando a petista saiu do governo, para condidatar-se a presidente do país. 

Ainda obediente à escola petista, Dilma não sabia e não sabe nada sobre a “festa do bode”. Diz a candidata: “é factóide”. “Erenice errou”. Pelo que tudo indica não “erro”, foi uma tremenda calhordice.
Os petistas, responsabilizam a imprensa pelas falcatruas que “companheiros” cometem. A transparência do governo Lula é tanta, que as investigações sobre o “caso Erenice” só serão retomadas após as eleições.

Lula, Presidente de Honra do PT, em nenhum momento exigiu a imediata expulsão do partido, dos “companheiros” corruptos. “Companheiros” que desmoralizaram e desmoralizam o partido e o governo. Onde está a ética, a credibilidade do PT, dos primeiros tempos?

Prestemos atenção, muita atenção: um dos coordenadores  da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, é Antonio Palocci. O ex-ministro da Fazenda do governo Lula, perdeu o cargo porque, denunciado pelo empregado da casa onde o petista fazia “reuniões” com umas e outros, abusou do poder mandando violar o sigilo bancário do rapaz. Por força de sentença judicial, a Caixa Econômica Federal, indenizou a vitima em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

Palocci sacaneou o moço e nós, que trabalhamos e pagamos impostos ao governo, ficamos com o encargo de ressarcir o moço prejudicado pelo, então, todo poderoso ministro.
Prestemos atenção, muita atenção: José Dirceu, um dos líderes do Partido dos Trabalhadores - PT, quando ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República - segundo notícias amplamente divulgadas na imprensa nacional - comandou o episódio conhecido por “Mensalão” ou seja, a sórdida compra com o dinheiro público, do apoio de senadores, deputados federais e outros safados, aos desejos  do PT, às vontades do governo Lula.

José Dirceu, segundo as notícias, é um dos coordenadores - agindo nos bastidores - da campanha eleitoral de Dilma. José Dirceu, cheio de gás, ousou pregar em plena campanha, contra a liberdade da imprensa, que cumpre suas fundamentais funções de informar. José Dirceu, líder petista, quer deletar os meios de comunicação. José Dirceu, quer deletar um dos mais essenciais sustentáculos da democracia.

Considerando-se que muitas das empresas públicas têm sido focos de escândalos, de roubalheiras, de má gestão - somos nós, o povo, que pagamos por toda essa sacanagem - a privatização feita com critérios éticos, é a melhor solução.
Temos exemplos: melhores serviços; administração profissional; altos impostos que a empresa privada paga ao governo. Com as privatizações acaba, também, o antigo sistema de “cabide de emprego”.

Vejamos: na ânsia pelo poder e suas continentais vantagens, os petistas discursam contra as privatizações. Cargos comissionados, ou seja, aqueles chamados “de confiança” são hoje ocupados por “companheiros” do PT; por pessoas indicadas pelos políticos aliados - principalmente do PMDB - do presidente Lula. Muitos desses “companheiros” e indicados, não possuem as qualificações profissionais que os cargos que ocupam, exigem.

Os petistas - pobre Brasil!!! - pelo que temos observado, querem manter-se no poder porque os cofres públicos, sempre reabastecidos com nosso suado dinheiro, garantem-lhes, mais que tudo, ótimos salários. Assim como, muitas oportunidades para - em pouco tempo e de qualquer modo - ascenderem à classe média média e/ou à classe média alta, ou seja, à “elite”.

Querem ascender à essa “elite”, tão desclassificada nos discursos da “esquerda” hipócrita. Querem ascender à “elite” que pode ter nível universitário; bom nível cultural; trabalho, remuneração ou pró-labore condizentes com sua formação profissional - muitos ganham seu dinheiro, honestamente.

Observemos, que dessa “elite” tantas vezes rotulada de “canalha” pertencem pessoas que trabalham duro; que contribuem com seus saberes e fazeres, para o desenvolvimento do país/seu povo e, pagam significativos valores em impostos com os quais os governantes realizam ou não, as promessas que fazem nas campanhas às eleições.
O dinheiro só é “maldito”, quando ganho calhordamente. O que importa é o caráter da pessoa, seja ela pobre, remediada, rica ou bilhionária.
Cabe aos governantes trabalharem, de verdade, para que as oportunidades sejam iguais para todos.

Dilma Rousseff em 2007, declarou-se a favor da descriminalização do aborto (estou de pleno acordo. É uma questão de saúde pública). Em plena campanha neste 2º Turno, a candidata, muito oportunamente, muda de opinião. Por favor, com eleições ou sem eleições, tenhamos compostura.

Aproveito a ocasião, para escrever que defendo a união civil entre homossexuais. É questão de cidadania.
José Serra, o adversário de Dilma Rousseff - como seus partidários e aliados - não é “anjo”, “arcanjo”, muito menos, “querobim” ou “serafim”. Serra, porém, nos cargos públicos que ocupou, realizou ações em benefício do povo brasileiro. Realizou ações e obras em favor dos paulistas.
Queiram, gostem ou não, os petistas, José Serra conhece o ofício de governar, defendendo princípios democráticos.

Nós, os brasileiros, temos nossa vida nas mãos dos políticos, dos que nos governam porque neles votamos.

É óbvio que você votará naquele candidato que sua consciência indicar, mas, tenhamos olhos pra ler e ver, ouvidos pra escutar.

Com nosso voto podemos, mesmo, MUDAR nosso país, agora, através do imprescindível exercício da ética; do respeito ao regime democrático; da defesa da liberdade; da dignidade; da justiça ampla para todos os brasileiros.

PEDIDO: se você concorda com o exposto, por favor, divulgue este email.
Obrigada.
Yara Sarmento.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Vampiro está na rua! Dalton, hoje, na XV!



Extra! Extra! O Vampiro é fotografado na Rua Xv!
O feito genial foi da fotógrafa Lucília Guimarães que sacou a câmera tão logo viu Dalton Trevisan caminhando, como de costume, pelas ruas do centro de Curitiba. Ele, recluso que é, não é fotografado faz mais de 20 anos!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dilema

Sujeito no ônibus se vê diante de um dilema. Recém separado e com dores no peito de tanto amor, ao seu lado senta uma mulher com telefone ao pé do ouvido e falando baixo: "Sequer deveríamos ter começado esse erro. Hoje, sua presença me enoja. Leve as roupas e me deixa com a máquina de lavar".

Dilema: não sabia se batia em si mesmo ou se esmurrava o vidro da janela ao lado.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

meu medo, de Murilo Hauser





Amanhã, dia 29/07, às 20h, na Cinemateca, tem o lançamento do filme "meu medo", curta de Murilo Hauser e produção de Henrique Martins e Frederico Machuca, rodado em 35".

Bem, falar do Murilo e do Henrique é fácil: os caras são geniais. Só isso. Então, assistir qualquer coisa deles é assistir a algo simplesmente genial!


Quer conhecer mais um pouco é só acessar o link http://www.meumedo.com

Facebook, por que não?

Tenho usado bastante a ferramenta Facebook para me comunicar com os amigos. Blog é um lance bacana também que te permite escrever à vontade sem se preocupar com os 420 caracteres necessários no mural do Face.

Sempre quis escrever o dia a dia da minha vida, as coisas legais, claro, mas acontece que dá uma preguiça danada quando não se tem uma metodologia, uma disciplina mesmo. Mas eu tento. E seguirei tentando.

Hoje em dia se fala sobre tudo em tudo quanto é blog. Li que existe um espaço - um não, vários - para se falar sobre a onda dos esmaltes. Sim, os esmaltes. E que graças a Chanel quando lançou um esmalte de cor verde a onda cresceu. Há especialistas, normalmente garotas de vinte e bem poucos anos, que tem parceria com grandes empresas de cosmético dando dicas sobre essa tinta que se passa nas unhas e que já é usada há mais de 4 mil e tantos anos. Que tal?

Procurarei falar mais sobre esse dia a dia nesta cidade que, por exemplo, pela manhã um frio modorrento e agora, neste exato momento, um sol de verão. Coisas acontecem. Sempre. Tá, ok, com maior ou menos intensidade, mas elas acontecem.

Sempre que escrevo tem uma pessoa que não sai da minha mente buzinando sobre o nada que se instaura, muitas vezes, na capital das araucárias. O Felipe Hirsch, amigo e ídolo, está sempre ao meu lado com aquele olhar maroto e balançando a cabeça e dizendo "quanta ingenuidade!". Mesmo com Felipe na cola, vou escrever. Aliás, isso é bom porque me inspira e me força a analisar sem ufanismos.

Pop Cult 11, por Felipe Hirsch, n'O Globo


Os olhos tristes e sombrios de Rufus Wainwright, borrados de maquiagem negra, ilustram a capa de All Days Are Nights - Songs For Lulu. O mais recente lançamento do artista canadense é uma coletânea de músicas dedicadas à personagem principal das obras O Espírito da Terra e A Caixa de Pandora do dramaturgo alemão Frank Wedekind. Adaptada mais de uma dezena de vezes para as telas de cinema, entre elas na versão clássica de Georg Wilhelm Pabst com Louise Brooks, a complexa obra sobre o instinto selvagem de Lulu também foi usada na ópera póstuma do compositor Alban Berg, e até como fonte de inspiração para uma série de videogames.

Aqui, no universo de Rufus Wainwright, Lulu é a interlocutora do compositor. Esse endereçamento demonstra também o estado de espírito de Rufus durante a realização do disco. A morte por câncer de sua mãe, a cantora de música folk Kate McGarrigle, inspirou um album melancólico e nebuloso, gravado em piano e voz, como se o coração do artista tivesse sido extraído, arrancado como o de Lulu, por Jack, o Estripador, no último ato da obra. Rufus disse que "Lulu é a soturna e nociva mulher que vive dentro de todos nós, como a Dark Lady, personagem dos sonetos de Shakespeare". 

O disco é uma coletânea das diversas obras conceituais realizadas por Rufus nos últimos anos: os citados sonetos de Shakespeare musicados para uma peça do Berliner Ensemble, dirigida por Bob Wilson, no Theater am Schiffbauerdamm. Uma ária de sua primeira ópera, Prima Donna, sobre o amor de uma velha cantora lírica e um jornalista; e algumas canções populares, compostas durante a tour em companhia de sua irmã Martha e de sua mãe. Entre estas, a bela "The Dream", "True Love", "Sad with What I Have" (que cita o Barba Azul de Perrault e Bartok), "Martha" (um recado deixado pelo irmão mais velho), e "Zebulon" que encerra o disco com referências sobre o estado de saúde de sua mãe, Kate. "Give Me What I Want and Give It to Me Now!" é uma réplica às críticas maldosas recebidas por seu tortuoso trabalho em Prima Donna. Numa das mais violentas, um famoso crítico de música erudita afirmava: "não basta se vestir como Giuseppe Verdi, Sr. Wainwright". No trecho (Les feux d`artifice t`appellent) da ária de sua ópera, gravado para o disco, Rufus bate no piano e dedilha suas cordas, simulando sons de fogos de artifício. Tive a sorte de presenciar a produção de "Shakespeares Sonette" no Berliner Ensemble, e também a estréia da ópera Prima Donna, esta m em Manchester. Nos dois trabalhos, o brillhante talento de Rufus se destacava. No primeiro, percebi a consciência e referências à tradição musical (Dessau, Eisler e Weill) da companhia Brechtiana. No último, umatour de force lírica e vigorosa resistia a uma encenação ingênua e duvidosa.

A questão mais interessante acerca da obra de Rufus Wainwright foi levantada por Elton John. Ele disse: "Se nós não estivermos preparados para ouvir as músicas de Rufus Wainwright, estamos com sérios problemas". Disse isso, porque temia que a obra de Rufus fosse recusada pelos meios da música popular e confinada a guetos de minorias intelectuais. É fato, Rufus Wainwright vende muito pouco. Nos últimos anos vem se dedicando, cada vez mais, a projetos conceituais. Entre eles a recriação, na íntegra, do famoso show de Judy Garland no Carnegie Hall em 1961. Em recente entrevista, Rufus Wainwright, confortável com a sua posição, disse que sua missão era salvar os jovens de Lady Gaga.

Me apaixonei por Rufus na chuva. No Central Park, no show Release the Stars, com guarda-chuvas batendo nos meus olhos. Desde o início do show, a impressão era tão comovente que o público esperou pela segunda parte, durante um intervalo programado de 15 minutos, parado em pé sob a tempestade. A sua voz, inesquecível, cantava algumas frases sobre um passeio pelo Tiergarten de Berlim, dizendo "não importa se está chovendo", enquanto o público encharcado aplaudia concordando. Naquele momento, Rufus já era o novo gênio da história musical da cidade. Um virtuoso enfant terrible que gravou o promissor primeiro disco com arranjos de cordas do mestre Van Dyke Parks. Aos 14 anos, Rufus foi abusado sexualmente no Hyde Park de Londres por um homem conhecido em um Pub. Optou por uma vida celibatária por quase uma década depois da experiência, o que, segundo o próprio, o levou a uma vida promíscua em seguida. Durante o período de gravação de seu segundo e mais vendido disco, Poses, Rufus morava no clássico Chelsea Hotel e dedicava-se a uma intensa vida boêmia, regada a Crystal Meth. Sua dependência atingiu o clímax quando, durante "a semana mais surreal" de sua vida, Rufus ficou cego, temporariamente. Reabilitado, gravou em uma extensa sessão, com a complexa e brilhante produção de Marius de Vries, as duas partes de All I Want. Sua obra-prima.

Desde então, daquele dia no parque molhado, venho cantarolando os versos de 14th st., música de encerramento do show. Há 4 anos. Aquela parte " (...) don`t ever change, don`t ever worry..."

No início dos anos 90, o jovem Rufus, caminhava pelas ruas nevadas de Manhattan, até a St. Mark`s Place, no lado leste do Village, para assistir outro jovem talento, por quem Rufus tinha uma relação platônica de paixão e ódio. Esse outro garoto chamava Jeff Buckley.

Pop Cult 10, por Felipe Hirsch, n'O Globo

POP CULT 10

A primeira vez que eu me lembro de estar dentro de um cinema foi no Rio de Janeiro, com seis anos, talvez, assistindo Meu Tio (Mon Oncle) de Jacques Tati. Uma experiência constantemente revisitada na minha memória. Voluntáriamente, lembro-me da madeira dos braços da cadeira onde sentei, um pouco à direita e a frente do cinema. Lembro da cópia também, um pouco azulada e cinza. Estar ali, levado pela mão de minha mãe, percebendo o assimilável àquele estágio de minha vida mas, ainda assim, sendo conquistado para sempre é, definitivamente, uma das histórias mais importantes da minha vida.

Você pode imaginar a minha excitação infantil quando ao caminhar entre o 10˚ e o 12˚ arrondissement de Paris, ao longo do Canal de Saint-Martin, vindo de uma outra visita cinematográfica ao bar do Hôtel Du Nord, cheguei na cinemateca francesa e entrei na exposição Deux Temps Trois Mouvements sobre a obra de Jacques Tati: Cenários, objetos usados pelo personagem Monsieur Hulot, impressões visuais e sonoras de seus filmes, desenhos originais de Pierre Etaix, instalações inspiradas em suas obras, entrevistas com personalidades influenciadas pelo cinema de Tati, como Michel Gondry, David Lynch, Wes Anderson, Jean-Claude Carriere entre outros. Lá estavam expostos o peixe-chafariz do jardim da casa da família Arpel de Mon Oncle, a bicicleta!, o célebre cachimbo, o guarda chuva e o sobretudo de Sr. Hulot, a raquete de tênis de suas férias, partes dos cenários e dos objetos construídos para o filme Playtime batizados "Tativille": os chapéus decorados, o painel de controle e interfone, a poltrona sonora, o sinal de neon da entrada do restaurante.

Ainda nessa exposição consegui minha cópia de "Tati Sonorama!": uma completa coleção das trilhas sonoras dos filmes de Jacques Tati. Existem outras três edições, mas nenhuma completa e remasterizada a partir das fitas originais. A edição limitada de Sonorama! ainda contém uma seleção dos clássicos efeitos sonoros de seus filmes (trânsito, cães latindo, crianças brincando, aeroportos, repartições) e um encarte cuidadosamente compilado, repleto de informações sobre os fabulosos criadores dessas trilhas. Textos sobre Francis Lemarque (criador da brilhante trilha do filme Playtime) e do polonês Alain Romans (Mon Oncle e Les Vacances de Monsieur Hulot), parceiro de Django Reinhardt e Josephine Baker.

Os filmes de Jacques Tati são frutos de uma profunda análise das questões do mundo moderno ocidental. A indústria, a arquitetura, o design, a moda, a tecnologia, a superficialidade das relações sociais; nada fugiu da observação cômica do mestre francês. Jacques Tatischeff era filho de pai Russo. Ganhou certa notoriedade trabalhando como clown em cabarés de Paris no final da década de 30 e durante a guerra. Seu primeiro filme Jour de Fête ainda não apresentava o seu mais famoso personagem. A partir de Les Vacances de Monsieur Hulot (As Férias do Sr. Hulot), filme de 1953, Tati edificou uma história clássica construída com um repertório de poucos filmes. Nestes filmes, poucos diálogos e muitas gags visuais e sonoras, elaboradas com muito virtuosismo e emoção.

Tati gastou quase uma década para filmar, em 70mm, o seu projeto mais ambicioso: Playtime. Gastou também suas economias e boa parte de sua saúde. Truffaut definiu Playtime como um filme de outro planeta. O fracasso comercial desta obra-prima quebrou financeiramente Jacques Tati e o levou a uma profunda depressão que o acompanhou até sua morte no início da década de 80. Tati ainda realizou mais dois filmes. Entre eles, o não menos genial, Traffic. Antes deste, planejou uma colaboração com os irmãos Mael da banda Sparks, brilhantes criadores dos discos Kimono My House e Propaganda. A ficção futurista chamaria Confusion, mas não foi realizada. Sylvain Chomet, criador de As Bicicletas de Belleville, lançou em 2010 o filme de animação O Ilusionista, baseado em um roteiro não produzido por Tati, escrito no auge de sua força no período entre Mon Oncle e Playtime. O polêmico roteiro é aparentemente dedicado à sua primeira filha, abandonada durante a segunda guerra, embora a nova produção não admita isto.

No início do ano passado, recebi uma ligação comovida de Daniela Thomas que acabara de ver a restauração da cópia de 70mm de Playtime no Festival de Berlim de Cinema. Mais de quarenta anos depois, o festival justificava, intelectualmente, a condição de Jacques Tati de ver sua obra-prima projetada por equipamentos 70mm (Tati não gostava de planos fechados), parte do motivo de sua ruina. Foi ele também que educou nossos sentidos para as suas cores. O preto, o branco, o verde acizentado, o castor, a madeira, o eventual vermelho e aquele azul impossível que vi na tela, naquele dia, em Mon Oncle. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pop Cult 6, por Felipe Hirsch, n'O Globo


Existem inúmeros exemplos de discos conceituais sobre o fim de relacionamentos amorosos. Obras confessionais sobre rompimento, perdas, compostas em períodos sombrios, logo após ou durante uma separação. Estes exemplos são os meus preferidos:

Frank Sinatra – In The Wee Small Hours 1955 – A voz de Sinatra nunca foi tão melancólica, solitária e desolada. Reflexo de sua relação angustiante com Ava Gardner. Moon Indigo de Duke Ellington, What Is This Thing Called Love? de Cole Porter e principalmente, I Get Along Without You Very Well do gênio de Hoagy Carmichael, são trechos dessa história de amor contada faixa a faixa. Só lembro de um Sinatra mais triste: em September of my Years, seu album conceitual sobre a velhice e sobre seu relacionamento com a jovem Mia Farrow.

Lee Hazlewood – Requiem For An Almost Lady 1971 – Uma poderosa voz nos conduz pelos caminhos de sua relação agonizante. Dez faixas curtas, com introduções faladas, compõem esse disco cheio de ironia e desconfiança na relação com o amor. Minha preferida é a de abertura: I`m Glad I Never (Be Glad I Never Owned A Gun). Uma meditação sofisticada, e repleta de humor negro, sobre a ternura perdida.

Paulinho da Viola – Nervos de Aço 1973 – A primeira separação levou o compositor a se expor corajosamente nesse disco. Da faixa título de Lupicínio Rodrigues ao Choro Negro no final sombrio, de Não Quero Mais Amar A Ninguém a inacreditávelmente bela Comprimido, tudo nesse disco confessa a dor. “O meu primeiro amor morreu, como a flor ainda em botão …”

John Lennon – Walls And Bridges 1974 – Criado durante o período de sua vida conhecido como “Lost Weekend”: Uma mistura de exílio dopado e festa sem fim, em Los Angeles, durante um tempo de separação de Yoko Ono. Um disco desigual, surreal, revelando o momento extremo que passava. A voz de Lennon em #9 Dream é inesquecível. Nobody Loves You When You`re Down And Out continua sendo uma das músicas mais tristes que conheço.

Bob Dylan – Blood On The Tracks 1975 – Concordo com quem diz que Bob Dylan lançou obras mais importantes, mas nunca melhores do que esse disco. É o meu escolhido. A capa, o título, a composição mais perfeita de um disco de amor. Ou melhor, sobre o final dele. Arrependimentos, pedidos de perdão e acusações. Um documento confessional emocionante. Gravou o disco duas vezes. Um primeiro mais melancólico e amador. Um outro mais agressivo  e profissional. Esse último é o oficial. Procure também Blood On The Tracks Bootlegs. Ou ouça as três faixas da primeira gravação, lançadas oficialmente, na Bootleg Series 1-3. É interessante saber que, apesar de ser reconhecido como o disco da separação de seu casamento com Sara, Bob Dylan afirma, em suas Crônicas Volume 1, ter se inspirado nos contos de Tchecov para criar as canções. 

Marvin Gaye – Here, My Dear 1978 – Os sons do divórcio gravados. A separação de Anna Gordy Gaye rendeu a Marvin esse disco único em sua carreira. Espécie de diário longo da ruína de uma relação, o disco contava a infelicidade e o inconformismo do seu criador. Na sua capa, vítima de um julgamento, Marvin Gaye entregava sua música em troca de jóias e futilidades. O incrível cantor nunca pareceu tão frágil e falível, mas ouvi-lo assim, embora melancólico, é um testemunho comovente.

Caetano Veloso – Caetano 1987 – O “disco da praia”. O disco triste de Caetano. A morte do pai e a confirmação do fim de seu primeiro casamento se refletem na voz e no tempo do artista. Na primeira frase, uma confissão: “Estou no fundo do poço”. A partir daí, José, Noite de Hotel, Canto do Bola de Neve, O Ciúme e a sensível regravação de Fera Ferida nos conduzem pelo mar azul de sua tristeza. Produção crua e conceitual de Caetano e Guto Graça Mello. Capa linda de Luiz Zerbini e Flavio Colker.

Bruce Springsteen – Tunnel Of Love 1987 – Um disco intimista, pessoal e romântico, na contramão do poderoso sucesso de Born In The U.S.A. Autobiográfico, Bruce relata abertamente a história do último ano de seu casamento. Na mais linda canção do disco ele nos diz: “A mesma velha história, um passo pra frente e dois para trás, é a mesma coisa noite após noite, quem está errado, quem está certo, uma outra briga e eu bato a porta, uma outra batalha na nossa pequena guerra, quando eu olho pra mim eu não vejo o homem que eu queria ser, em algum lugar do caminho eu me perdi, andando um passo pra frente e dois para trás.”

Recentemente, tantos outros poderiam ser citados: O belo Sea Change do Beck; For Emma Forever Ago de Bon Iver e mesmo Back  To Black da Amy Winehouse. A discografia da separação é longa e generosa.

Sempre lembramos do nosso primeiro amor de uma maneira doce. Mesmo que ele tenha acabado. Não é uma coisa triste. Não é uma má lembrança. É claro que seria melhor homenagear o dia dos namorados listando discos conceituais sobre o início do amor. Mas são tantos! Estes acima são sobre as perdas. Mas como disse Paulo José, em Insolação: o amor não foi feito para sermos felizes e sim para nos sentirmos vivos.

sábado, 5 de junho de 2010

Pop Cult 4, por Felipe Hirsch, n'O Globo

Um dia desses, meu telefone toca desesperado. É a voz comovida do meu amigo Guto.

- Robbb…confirm…vem…lip…ati!!
- O que, cara??
E tomando fôlego, de uma vez só
- ROBERT CRUMB VEM PRA FLIP EM PARATI!!
Passamos o final da década de 80 e o início  dos anos 90, eu e boa parte dos meus amigos, frequentando um prédio abandonado, moradia do Guto, no centro  de Curitiba. Apenas um apartamento tinha água e eletricidade. Lá dentro, um rodízio, 24 horas, de jovens em busca de informações perdidas. Cultura em geral: rock, quadrinhos, literatura, filmes, seriados, games e por que não? drogas. Nesse lugar, ouvi pela primeira vez o vinil de Doolittle do Pixies. Líamos Leminski, Fante, Kafka, ouvíamos Bowie,  assistíamos Billy Wilder. Entre pratos sujos e pontas de cigarro, repousava a valiosa coleção de quadrinhos do meu amigo. Líamos Robert Crumb muito. Líamos muito Will Eisner.
O perigoso senhor Crumb, que aterrorizará nossa pequena cidade colonial, é filho de um pai fuzileiro naval repressor e de uma mãe católica, maníaca depressiva, viciada em pílulas para emagrecer e anfetaminas. Robert cresceu sob a influência e amizade de seu irmão mais velho Charles, que o introduziu ao mundo dos quadrinhos. Charles cumpriu um destino trágico. Ainda menino se apaixonou, perdidamente, pelo ator mirim Bobby Driscoll que interpretava o personagem Jim Hawkins em A Ilha do Tesouro. A partir daí, desenvolveu uma obsessão pela história, reproduzida, incansavelmente, em seus desenhos e brincadeiras infantis. Adolescente, Charles Crumb foi vítima de violentos atos de bullying na escola e caiu numa profunda depressão que o deixou, pelo resto da vida, recluso na casa de sua mãe, vivendo a base de doses cavalares de antidepressivos. Passou os últimos anos de sua vida relendo, compulsivamente, livros da era Vitoriana e preenchendo, obsessivamente, milhares de folhas com desenhos repetitivos. Charles, a maior influência da vida do irmão Robert Crumb, acabou se suicidando em 1992. Seu irmão mais novo, Maxon, vive em um pequeno quarto de hotel, pintando obras sádicas, meditando numa cama de pregos e bolinando meninas chinesas na entrada do metrôOptou pelo celibato, o que, ele acredita, o levou a epilepsia. Mensalmente engole uma longa fita de tecido que, no trajeto entre sua boca e ânus, limpa seu intestino. Boa parte do relato acima, você poderá ver, em detalhes, no incrível documentário Crumb de Terry Zwigoff (aquele que dirigiu Ghost World).
Robert saiu de casa antes de completar vinte anos. Trabalhou, em Cleveland, como ilustrador para uma grande corporação de cartões de felicitações. Seu chefe definia seus desenhos como grotescos e o treinou para desenhar de maneira fofa. Crumb, mais tarde, confessou sua atração sexual por personagens adoráveis e felpudos, citando Pernalonga, como o mais desejável. Reconhecido masturbador, Crumb desenhou a coleção completa de portraits das meninas que cobiçou no ginásio. Em todas, traços sinuosos insinuam suas intenções. Eu ouvi toda essa baboseira de ser “você mesmo”. Mas quando eu era “eu mesmo”, as pessoas me detestavam. Fracassei tentando ser um garoto normal. Então passei a frequentar o lado negro da cidade, em busca de velhos discos 78 rotações.
Em São Francisco, nos anos 60, Crumb se mistura à cena da contracultura de Haight-Ashbury. Seu envolvimento com o LSD traz uma característica de fluxo de consciência para seus personagens. Não que ele se sentisse à vontade com o movimento flower power, pelo contrario, confessou ter dormido em pé durante um show do Grateful Dead. Patinho feio dessa geração, Crumb sempre se vestiu com seus poídos ternos tradicionais, ouviu viciadamente seus inúmeros vinis dos anos 20 e 30 e ilustrou uma coleção de portraits de  pioneiros do folk, jazz e blues americano.
Vendendo as primeiras edições da Zap Comix (revista seminal de quadrinhos independentes), no carrinho de bebê do seu primeiro filho, Robert Crumb cresceu e ganhou uma projeção enorme no circuito cultural alternativo do país. Criou, nessa época, alguns de seus mais ilustres personagens: Mr. Natural, Keep on Truckin, Devil Girl. Foi convidado para ilustrar a Rolling Stone, criou a capa de Cheap Thrills para Janis Joplin, influenciou o renascimento criativo de Will Eisner, redefiniu o termo underground comix. Ainda assim, passava seus dias sozinho, em um café, desenhando os transeuntes e ignorando a fama. Dana Crumb, sua primeira esposa, autorizou o uso da personagem Fritz, The Cat em um longa metragem. Deprimido com o resultado, Robert desenha a morte do personagem que ele tinha criado na adolescência. O gato morre assassinado por uma ex-namorada com um fura-gelo.
Acusado por feministas de produzir pura pornografia sexista, misógina e, por vezes, pedófila e incestuosa, Crumb foi exaltado por grandes críticos de arte que salientavam sua crítica social obstinada e a qualidade soberba e clássica de sua arte gráfica comparada, no seu senso da monstruosidade,  a obra de Goya e Brueghel. Só o impacto do personagem autobiográfico de Crumb, perdido e entregue ao desejo, ao sofrimento intelectual, foi capaz de nos revelar o horror do subconsciente Americano.

Sophie, nasce no início dos anos 80. Filha de Crumb e Aline Kominsky, atual esposa e personagem constante de sua obra. Nos anos 90, Robert e Aline, desiludidos com os valores da America, decidem trocar uma mala cheia de originais por uma casa na pacata cidade de Sauve, sul da França. Com exceção de raras viagens ao seu país, Crumb é um recluso que passou os últimos anos ilustrando o Livro do Gênesis. Este lançamento é o motivo de sua inacreditável visita ao Brasil. 
- ROBERT CRUMB VEM PRA FLIP EM PARATI?? 

No dia 7 de agosto se reunirão, na mesma mesa, Robert Crumb e Gilbert Shelton, criador dos Freak Brothers. Será a penúltima mesa do dia. A última está reservada para o Rei de Nova Iorque, Lou Reed.

Na chuva de galochas!

Ontem percebi que eu gosto de andar na chuva com minhas galochas e um bom guarda-chuva! Saí de casa e peguei um biarticulado até o Mueller para resolver um problema sério que aconteceu com meu iPhone. Resolvido, claro. Mas já na rua e Carol com visitas em casa, resolvi encarar o Robin Hood do Russel Crowe e Cate Blanchet. Bem legal.

Na volta a mesma sensação de liberdade caminhando pelas ruas com prazer agarrado no meu guarda-chuva e protegido com minhas galochas. As lembranças dentro do vermelhão me levaram para Londres dos anos 90 quando por ali vivi durante um bom tempo.

Caminhar em Londres é fato assim como os lindos dias cinzentos e chuvosos nessa terra tão querida e que me causou saudade pelo trajeto Centro - Santa Cândida. E para marcar ainda mais essa memória tão afetiva um rapaz ao meu lado seguia firme e forte com seus Dr. Marteens - http://www.drmartens.com/ - preto que mantinha seus pés secos.

Caminhar absorto em seus pensamentos e memórias é um momento de felicidade e inspiração. Lembrar de uma vida que já passou é ponte para um futuro que chega.

É isso!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pop Cult, por Felipe Hirsch, n'O Globo


No dia 22 de abril de 2010, Bernard Rhodes gritou durante o discurso que Vivienne Westwood fazia sobre o caixão pichado de Malcolm Mclaren: "Se nós não tivermos cuidado, vamos transformar Malcolm em John Lennon. E ele não era um santo." Malcolm Mclaren morreu aos 64 anos. Suas últimas palavras foram: "Libertem Leonard Peltier", referindo-se ao ativista americano preso em 1977.

Bernard Rhodes, empresário do The Clash, citado na minha faixa preferida dos Specials ("Gangsters"), era mais um dos “conspiradores”. Ao lado de Malcolm Mclaren, afirmou: "Nós não sabíamos que o Punk se espalharia tão rápido". Bernie era sociólogo, socialista. Malcolm, um conceitualista, estudante da Croydon Escola de Arte. Ao longo de seus estudos, desenvolveu sérias teorias sobre como manipular o público e a mídia e aguardou o tempo certo para colocá-las em experimentação. 

Enquanto isso, Malcolm vendia. Durante toda a sua vida, estabeleceu valor às coisas. Mesmo depois, quando Sid Vicious foi acusado de ter matado Nancy Spungen, Malcolm vendeu uma edição limitada de camisetas : "Eu estou vivo - Ela está morta - Eu sou seu". Disse, na época, que a renda era para levantar dinheiro para a defesa de Vicious. 

Conheceu Vivienne Westwood num squat imundo e perdeu a virgindade com ela. Vivienne engravidou, ele suplicou por um aborto, mas ela gastou o dinheiro da operação num Twin Set de Cashmere. Com ela, fundou a loja de roupas Let It Rock no final da Kings Road. A pequena loja de chão torto ainda existe, administrada pela poderosa marca de Vivienne Westwood, e se chama World`s End.

Em 1973, numa viagem para Nova Iorque, Malcolm passou a agenciar o brilhante New York Dolls e fornecer suas roupas para os shows. Nessa época sua loja chamava "Too Fast To Live Too Young To Die", a frase pichada no caixão de Malcolm Mclaren. Em 1975, a lojinha era especializada em roupas sadomasoquistas e se chamava Sex. A loja ainda se chamaria Seditionaires em 77, mas foi no período da loja Sex, eu imagino ao som de Pshycotic Reaction do Count Five, que um garoto de cabelo verde, vestindo uma camiseta "Eu odeio Pink Floyd", entrou. John Lydon (depois Johnny Rotten) era um deliquente anônimo, lavador de pratos. E foi levado até as mãos de Malcolm Mclaren por Bernie Rhodes."Duchamp escolheu um urinol, eu Johnny Rotten", Malcolm costumava dizer. Seu objeto “ready-made" foi aquele garoto. Malcolm sabia que tudo na juventude envolvia música. Drogas, sexo, moda.

Também aproveitou o espirito romântico dos jovens da nova esquerda proletária, apoderando-se de slogans da revolução de 68, desenvolvendo seus conhecimentos sobre Guy Debord, incentivando o espírito "Faça você mesmo" e a autoexpressão.

Malcolm queria que sua nova banda, os Sex Pistols, soassem como jovens sensuais e assassinos. Ouça "Bodies" no volume máximo e você vai entender isso.O ensaísta Greil Marcus observa que o Punk começou como uma cultura falsa. Um produto do assustador senso de moda de Malcolm Mclaren, de uma conceitual prática de manipulação de massas e também dos seus sonhos de glória. Tudo muito pensado. Coletar slogans sem reter as idéias, promover choques entre conservadores interioranos com a nova juventude, traçar linhas dividindo o velho do novo, o rico do pobre.

Porém, num país com um milhão de desempregados, castigado pelo terrorismo, pelas greves, pela violência, pela ascenção do Thatcherismo, o Punk se tornou uma cultura real, com um sentido social, com uma nova gama de signos e símbolos reveladores.

Não que Johnny Rotten se importasse com isso. Pelo contrário, ele clamou pelo direito de não trabalhar, ignorar valores como a perseverança, ambição e esperança. Replicava os grafites das paredes de Saint German em Paris: "Vida longa ao efêmero, libertem as paixões!". O Punk era a nova versão do termo “cultura de massa” negado pela Escola de Frankfurt. Era a nova versão das performances Dadaístas. O Punk se espalhou sim, rápido, para se amar, odiar ou discutir, definiu a propaganda como “insultos integrados ao dia a dia”, se fragmentou numa eclética rede de subprodutos direcionados ao futuro e também ao passado (afinal o que faziam Death ou The Stooges no início da década de setenta?)

A palavra punk no início do século passado era intimamente ligada à degeneração de valores. Mas desde a propagação do movimento na Europa, a posterior extensão para a América, a chegada ao Brasil pelas periferias ou por Brasília com seus filhos de diplomatas, nenhum dos assuntos citados acima (desemprego, terrorismo, violência, neonazismo), em nenhum lugar do mundo, parece resolvido. Ao contrário disso, por exemplo, a Inglaterra vive uma enorme recessão e sofre um possível retorno ao conservadorismo de Margaret Thatcher.

Numa de suas últimas entrevistas, para a revista Time, Malcolm Mclaren afirmou que o movimento Punk voltará com muita força. A sede de integridade é grande e não existe nobreza na cultura do karaokê de American Idols e parentes. Não existe nobreza na cultura da celebridade.

A morte de Malcolm Mclaren me fez pensar sobre como ele desenvolveria seus conceitos, de menino rebelde da escola de arte, para a nova geração? Qual é o futuro da música na internet? Música poderá ser vendida? Nesta época em que Vivienne Westwood é condecorada por Elizabeth II? Ela que, no final dos anos setenta, furava a imagem da rainha com piercings, alfinetes e tarjas

Um dos capítulos da história do Punk me levou, como peregrino, até o Free Trade Hall, em Manchester, no ano passado. Lá ocorreu o famoso show dos Sex Pistols que despertou toda uma geração de artistas. 40 pessoas estavam presentes, mas 40.000 alegam terem estado presentes naquela noite. Certamente estavam lá Howard Devoto e Pete Shelley dos Buzzcocks, os "meninos" do Joy Division, Mark Smith do The Fall, Linder Sterling do Ludus e um tímido garoto estranho chamado Steven. E reconhecido, alguns anos depois, como Morrissey.